Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiram hoje (20) pela permanência dos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes no julgamento da denúncia contra o ex presidente Jair Bolsonaro que acontecerá neste dia 25 de março.
A defesa de Bolsonaro pedia o impedimento de Flávio Dino e Zanin no julgamento, alegando que os ministros já processaram o ex-presidente no passado. Além do impedimento do dois, os advogados também pediram que o caso fosse julgado pelo plenário da corte formada pelos 11 magistrados e não pela 1° turma que é formada apenas por 5.
A defesa de Braga Netto, um dos acusados que também será julgado no processo, pede a suspeição do Ministro Alexandre de Moraes, uma vez que na denúncia, a PGR o coloca como uma das vítimas da trama golpista 8 de janeiro.
Como votaram os ministros
Os ministros que são alvos dos questionamentos não analisam os recursos contra eles, somente os relacionados aos colegas.
Votaram pela Rejeição do impedimento de Flávio Dino: Luis Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Luiz Edson Fachin,
Pelo Rejeição ao impedimento de Zanin votaram:
Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino, Dias Toffoli, Luiz Edson Fachin e Cármen Lúcia.
Votaram pela rejeição da suspeição de Moraes:
Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Dias Toffoli, Luiz Edson Fachin, Cármen Lúcia.
Segunda a denúncia apresentada pela PGR, Bolsonaro liderou organização criminosa para golpe de Estado, ao todo 34 pessoas foram acusados de diversos crimes, entre eles, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima.

